EPOMG

Escola Popular Orocílio Martins Gonçalves
A CIÊNCIA E A TÉCNICA A SERVIÇO DO POVO

As escolas populares, da forma como as concebemos, nascem no final da década de 90 de uma necessidade concreta do movimento popular no Brasil. Com o regime militar fascista e a política de perseguições e assassinatos dos militantes revolucionários e particularmente dos dirigentes, houve uma dispersão do movimento por mais de vinte anos. Com essa dispersão passa a imperar em seu seio o caminho institucional.

Em 1995, companheiros que hoje se organizam na Frente Revolucionária de Defesa dos Direitos do Povo iniciaram a reorganização do caminho combativo no campo e na cidade. Já antes, apesar das ilusões no caminho constitucional, esses companheiros tinham uma grande atuação no movimento operário e participaram ativamente das históricas greves de 1979, da luta pela Anistia, retomada dos sindicatos dos operários da construção e rodoviários de Belo Horizonte, etc.

Procurando avançar com a implementação da luta classista e combativa, também realizar uma ampla propaganda do programa da revolução democrática e principalmente auxiliar na formação de militantes e ativistas populares, foram criadas as Escolas Populares. Portanto, elas nascem vinculadas com um projeto mais amplo de transformação social, além de auxiliar o trabalho de formação política e técnica de ativistas e trabalhadores.

A Escola Popular Orocílio Martins Gonçalves (EPOMG) foi fundada no dia 3 de abril de 2000. O nome da Escola é uma homenagem ao operário assassinado brutalmente durante a combativa greve da construção civil de Belo Horizonte em 1979.

A questão central da escola popular (que determina todas as outras) é a política e a definição ideológica que seus agentes defendem. As posições das classes revolucionárias é que devem prevalecer, apontando o caminho da libertação. Portanto, nossos princípios são:

  • SÃO AS MASSAS QUE FAZEM A HISTÓRIA E AS MASSAS DECIDEM TUDO!
  • SUSTENTAR-SE COM AS PRÓPRIAS FORÇAS.
  • COORDENAÇÃO COLETIVA E TRABALHO COLETIVO.

Atualmente a EPOMG conta com 4 turmas de alfabetização, 2 turmas de ensino técnico (Leitura de Projetos Arquitetônicos) e 5 turmas de informática. Hoje frequentam a escola aproximadamente 180 trabalhadores e o coletivo de professores conta com 20 profissionais que trabalham de forma voluntária. Além disso, a EPOMG coordena a Campanha de Alfabetização no Campo (Norte de Minas), atingindo uma média de 150 multiplicadores com cursos de formação política realizados de dois em dois meses, contemplando uma média de 250 trabalhadores anuais.

A EPOMG funciona na Rua Ouro Preto, 294 – Barro Preto – Belo Horizonte – Minas Gerais. Nosso telefone é 3011-3286 e nosso email é epomg@sticbh.org.br

Uma resposta a EPOMG

  1. William Rosa Alves disse:

    Compas,
    Benvindos de volta à rede. Conversemos.
    Aproeito para convidar:
    Dalila Andrade será a entrevistada quanto aos “Desafios da Educação em 2011″ pelo Programa “Pensar a Educação, Pensar o Brasil” da Rádio UFMG (FM 104,5 e na Web a partir de http://www.ufmg.br/), em 14/02/11, 2a feira próxma, 20h; ela está Presidente da ANPED (Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação) e é professora da FaE e Pesquisadora do Núcleo de estudos Trabalho e Educação (NETE) da UFMG.
    Saudações!
    William Rosa Alves – AGB Belo Horizonte e UFMG.

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